Por Maylin Santana Dall’Oglio

         As bronquites consistem de inflamação nos brônquios ou bronquíolos, os quais são canais que conduzem o ar da traquéia até os ductos e sacos alveolares. Elas podem ser classificadas em bronquites agudas e crônicas, sendo diferenciadas pela duração e agravamento das crises. Os sintomas apresentados são tosse persistente acompanhada de secreção.

 Bronquite aguda        

            Relacionada à inalação de substâncias tóxicas, irritantes ou alergênicas. A bronquite infecciosa aguda pode ser causada por vírus, bactérias como a Mycoplasma  pneumoniae, Bortedella pertusis, Chlamydia pneumoniae sendo mais freqüentes no inverno. A bronquite irritativa pode ser causada por várias espécies de poeiras, vapores de ácidos fortes, amoníaco, alguns solventes orgânicos, cloro, sulfureto de hidrogênio, dióxido de enxofre e brometo, substâncias irritantes da poluição, como o ozônio e o peróxido de azoto, o tabaco e outros fumos. Geralmente de curta duração e a cura acontece por completo após recuperação pulmonar do indivíduo.

            Sinais e sintomas: inicialmente se manifesta como um resfriado comum com mal-estar, aumento das secreções nasais e tosse seca. Com o passar do tempo começa a eliminar muco na tosse e podem surgir dores no peito e/ou costelas. Quando as vias aéreas inferiores estão obstruídas, a pessoa pode sentir falta de ar.

           Tratamento: é feito através de fármacos, para aliviar os sintomas e combater os patogenos em caso de infecção. Os adultos podem tomar aspirina ou paracetamol para baixar a febre e aliviar o mal-estar, mas as crianças devem tomar somente paracetamol. Recomenda-se o repouso e a ingestão abundante de líquidos. Os antibióticos administram-se a doentes com sintomas de bronquite produzidos por uma infecção bacteriana (no caso de uma expectoração com expectoração de cor amarela ou verde e febre alta) e a doentes que já sofrem de uma doença pulmonar.

Bronquite crônica

            Conhecida como uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é definida clinicamente pela presença de tosse persistente e produção de escarro durante no mínimo três meses ao ano em pelo menos dois anos consecutivos. Um fator dominante na patogenia dessa bronquite é a irritação crônica das vias aéreas por substancias inaladas, em particular fumaça de cigarro, que causam bronquite ao produzir hipersecreção de muco, hipertrofia das glândulas mucosas, metaplasia das células caliciformes no epitélio bronquiolar e bronquiolite.

            Morfologia: hiperemia e edema das mucosas do pulmão, secreções mucinosas ou cilindros que preenchem as vias aéreas, aumento do tamanho das glândulas mucosas, presença de rolhas mucosas, inflamação e fibrose dos brônquios ou bronquíolos, metaplasia escamosa ou displasia do epitélio brônquico.

            Sinais e sintomas: febre, tosse com expectoração espessa, chiado no peito (sibilos) e respiração dificultada.

            Tratamento: Uma medida importante para iniciar o tratamento é eliminar os irritantes, como o fumo ou poeiras tóxicas inaladas. Alguns pacientes podem se beneficiar com o tratamento com corticóides, minimizando os sintomas da doença. Outra classe de medicação importante são os broncodilatadores melhorando o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. A maioria das pessoas poderá se beneficiar com os exercícios da terapia de reabilitação, que fazem com que os pacientes sejam capazes de utilizar a sua energia mais eficientemente ou de uma forma em que haja menor gasto de oxigênio. A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também poderá melhorar os sintomas dos doentes, além de aumentar a expectativa de vida. Além disso, o grande número de antibióticos disponíveis ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de uma infecção nos brônquios.